Conhecemos bem o Ministro do STF Gilmar Mendes. É o mesmo que mandou soltar o maior bandido do Brasil (Daniel Dantas). É o mesmo que, segundo o também Ministro Joaquim Barbosa, "joga na lama o nome do Judiciário brasileiro". A última deste cidadão foi, com base no princípio da isonomia, decidir pelo fechamento do curso de veterinária da UFPEL para assentados. O curso, firmado por parceria entre a UFPEL, o INCRA e a Fundação Simón Bolívar tinha por objetivo propiciar o acesso à educação a trabalhadores assentados.
Porém, a fim de não esvaziar o coro daqueles que condenam a reforma agrária, não se pode qualificar os trabalhadores, tampouco lhes fornecer condições de subsistência. A divergência jurídica envolvendo as chamadas "ações afirmativas" e o princípio da isonomia já foi superada quando do debate envolvendo as cotas raciais. A questão por óbvio é muito mais política que jurídica. O interesse pelo fracasso dos assentamentos é muito mais forte que qualquer tese dos doutos magistrados do STF. Ainda mais advindo de alguém cujo caráter é completamente duvidoso, como Gilmar Mendes.
Veja a notícia no site do STF:
(http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=106882)
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
STF mantém suspenso processo de seleção de assentados do Incra para curso superior
Por considerar que a tese sustentada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) “carece de plausibilidade” e não comprova lesão à ordem, saúde, segurança ou economia públicas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, manteve suspenso o processo seletivo para o ingresso de famílias de assentados do instituto em turma especial a ser criada no curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em virtude de convênio celebrado com a instituição de ensino e a Fundação Simon Bolívar.
O Ministério Público (MP) ajuizou ação civil pública na Justiça Federal no Rio Grande do Sul para impedir a criação da turma especial, alegando ofensa aos princípios constitucionais da igualdade e universalidade no acesso ao ensino superior, da autonomia universitária e do pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Para o MP, o processo conteria vícios formais na aprovação do convênio pelos órgãos de direção superior da Universidade de Pelotas.
O juiz de primeira instância negou pedido de antecipação de tutela. O MP recorreu então ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que acolheu o pedido, parcialmente, suspendendo o processo seletivo.
O Incra ajuizou, então, pedido de Suspensão de Tutela Antecipada (STA 233) no Supremo. De acordo com o instituto, a decisão do TRF-4 impede a normal execução do serviço público e o devido exercício da Administração pelas autoridades constituídas.
Isonomia
O ministro Gilmar Mendes lembrou inicialmente do que dispõe o artigo 205 da Constituição Federal: “a educação é direito de todos e dever do Estado”. Nesse contexto, frisou o ministro, as Universidades assumem importante papel na estrutura institucional do Estado Democrático de Direito Brasileiro. A Carta Magna prega que o acesso ao ensino seja realizado de modo isonômico.
Por outro lado, continuou Gilmar Mendes, a União possui o dever, também constitucional, de promover a reforma agrária. E, segundo o Incra, o convênio com a Universidade de Pelotas teria exatamente o objetivo de atender essa finalidade. Mas, para o ministro, não está em jogo a finalidade do convênio, e sim a sua compatibilidade com os demais princípios constitucionais, principalmente da isonomia e da autonomia universitária.
Nesse sentido, prosseguiu Gilmar Mendes, este projeto de ensino, com a participação de instituições públicas (Incra e UFPel), parte do pressuposto de que os assentados devem ser favorecidos em relação aos demais cidadãos brasileiros. De acordo com o próprio Incra, diz o ministro, o objetivo do convênio seria a superação da desigualdade social.
A medida seria o que se chama de ação afirmativa, na qual se busca, por meio de tratamento juridicamente desigual, a igualação fática, com a promoção de grupos ou setores historicamente desfavorecidos, explicou Gilmar Mendes. Segundo o presidente do STF, o princípio da isonomia “não impede que uma diferença de tratamento seja estabelecida entre certas categorias de pessoas, desde que o critério de distinção seja suscetível de justificação objetiva e razoável”.
Proporcionalidade
Para o ministro, no caso também é preciso avaliar se ocorreu excesso do Poder Público, em afronta ao princípio da proporcionalidade. Este princípio, explica Gilmar Mendes, é um método geral para solucionar conflitos entre outros princípios – no caso em questão, os princípios da isonomia e da autonomia universitária.
Quanto a esse ponto, causa perplexidade a participação do Incra e de movimentos sociais na supervisão pedagógica do curso, salientou o ministro. “Indivíduos não pertencentes aos quadros da universidade poderão influir de forma decisiva no programa do curso a ser ministrado”, salientou. Além disso, no projeto consta que a turma especial destina-se exclusivamente a assentados e seus filhos que possuam ensino médio. E a inscrição, conforme a própria página de internet do Ministério do Desenvolvimento Agrário, estaria condicionada à indicação do candidato pelo assentamento e à obtenção de carta de anuência do superintendente regional do instituto.
Tais dispositivos violam o artigo 206, I, da Constituição, que preconiza a igualdade de condições para o acesso e permanência nas instituições de ensino, ponderou o ministro. Além disso, o fato de a escolha depender da anuência das lideranças dos assentamentos abre a possibilidade de ingerência política e de arbitrariedade na escolha dos graduandos.
Gilmar Mendes concluiu que a decisão do TRF-4 é adequada ao resguardo de princípios constitucionais. O ato judicial questionado por meio da STA 233 “nada mais fez do que acautelar a ordem jurídico-constitucional, até que sobrevenha pronunciamento definitivo do Poder Judiciário sobre a controvérsia constitucional”, arrematou Gilmar Mendes ao negar o pedido de suspensão de tutela, em manter suspenso o processo seletivo.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
A Farra das Passagens Aéreas!
Qual será a nova regalia dos deputados que o povo não sabe? Fora as verbas de gabinete, dos assessores, da residência em Brasília, entre tantas outras, agora nos deparamos com este absurdo. Porque somente agora isto veio à tona?
Vale muito a pena assistir a este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=8-gfYN61WRM
Espero um dia ainda estar vivo para ver uma reação popular proporcional aos absurdos cometidos por aqueles que deveriam representar o povo brasileiro.
Realmente, como disse Luiz Carlos Prates, este é um país de "estúpidos que não reagem"!
Ah... e quem acha que no RS é diferente, está muito enganado! Basta ver a roubalheira do governo Yeda e a omissão do povo gaúcho! Precisamos virar esse jogo... urgentemente!
Vale muito a pena assistir a este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=8-gfYN61WRM
Espero um dia ainda estar vivo para ver uma reação popular proporcional aos absurdos cometidos por aqueles que deveriam representar o povo brasileiro.
Realmente, como disse Luiz Carlos Prates, este é um país de "estúpidos que não reagem"!
Ah... e quem acha que no RS é diferente, está muito enganado! Basta ver a roubalheira do governo Yeda e a omissão do povo gaúcho! Precisamos virar esse jogo... urgentemente!
segunda-feira, 30 de março de 2009
45 anos da ditadura!
Segue abaixo a programação dos eventos que rememoram os 45 Anos do golpe que implementou a Ditadura Civil-Militar Brasileira, bem como reportagem sobre o suposto assassinato (será?) do Jango.
"Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça."
Terça-feira, 14 horas: Grande expediente na Assembléia Legislativa, onde será entregue o relatório que contém evidências do assassinato de João Goulart.
Terça-feira, 19 horas: Assembléia Legislativa: Filme "Jango", com os comentários de Caroline Bauer e Carla Rodeghero
Quarta-feira, 19 horas: Assembléia Legislativa: Palestra com a professora Maria Aparecida Aquino e comentadores
As atividades na assembléia são gratuitas.
Toda a semana, a partir das 19 horas no Clube de Cultura: Ciclo de palestras sobre os 45 anos do golpe. O clube de cultura fica na Ramiro Barcelos, próximo à Osvaldo Aranha. Custo: 50 reais ou 10 reais por dia (estudante paga meia)
Família denuncia assassinato de João Goulart por envenenamento
Publicada em 12/01/2008 às 00h26m
Carter Anderson - O Globo
BRASÍLIA - A família do ex-presidente João Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República em que pede a investigação sobre o suposto complô que teria levado ao assassinato por envenenamento do ex-líder petebista, deposto em 1964 e morto no exílio, na Argentina, em 1976. No pedido, consta uma entrevista feita pelo filho de Jango, João Vicente Goulart, com o uruguaio Mario Neira Barreiro, de 53 anos. Preso no presídio de segurança máxima de Charqueada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por roubo, formação de quadrilha e posse ilegal de armas, Barreiro narrou a João Vicente, durante quase três horas -em entrevista gravada - seu trabalho como agente de inteligência do governo uruguaio, nos anos 70.
Na entrevista, Barreiro detalhou a Operação Escorpião, que teria levado ao assassinato:
- Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin. Conseguimos colocar um comprimido nos remédios importados da França. Ele não poderia ser examinado por 48 horas, aquela substância poderia ser detectada - contou Barreiro, que disse ter militado na "Juventude uruguaia de pé", movimento estudantil de direita, aderindo depois ao Grupo Gama, o serviço de inteligência uruguaio.
Jango morreu na madrugada de 6 de dezembro de 1976, oficialmente de ataque cardíaco, aos 57 anos, na Fazenda La Villa, de sua propriedade, na cidade argentina de Mercedes. O corpo do ex-presidente foi enterrado em São Borja, sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, sem passar por autópsia. Há seis anos, uma comissão externa da Câmara dos Deputados investigou a morte de Jango, sem chegar a uma conclusão.
Segundo João Vicente, Jango, que era cardiopata, recebia remédios para o coração da França e freqüentava o Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde a família passou a morar, após deixar o Uruguai. Segundo Barreiro, as cápsulas envenenadas foram postas em frascos de remédios enviados da França para serem entregues, no hotel, a Jango. Para envenenar Jango, contou Barreiro, um agente foi infiltrado como funcionário do hotel.
Para João Vicente, documentos revelados posteriormente deram credibilidade ao que Barreiro contou.
- Surgiram depois informações sobre o serviço secreto do Itamaraty, e a colaboração entre esse serviço e os de outros países, que dão veracidade ao que ele disse. Essa colaboração já existia antes da Operação Condor diz João Vicente, sobre a ação das forças repressivas dos países do Cone Sul, que levou à morte de opositores dos regimes militares nos anos 70 e 80.
João Vicente refere-se à divulgação de documentos sobre o Centro de Informações do Exterior, o serviço secreto do Itamaraty criado nos anos 60 e que vigiava os exilados brasileiros. Ano passado, a família Goulart recebeu do governo federal sete mil documentos do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), incluindo fotos da festa de aniversário de Jango em 1975, na Fazenda Maldonado, no Uruguai - prova de que Jango era vigiado. (Veja fotos em que o SNI moniotorava Jango)
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/01/12/familia_denuncia_assassinato_de_joao_goulart_por_envenenamento-327991693.asp
"Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça."
Terça-feira, 14 horas: Grande expediente na Assembléia Legislativa, onde será entregue o relatório que contém evidências do assassinato de João Goulart.
Terça-feira, 19 horas: Assembléia Legislativa: Filme "Jango", com os comentários de Caroline Bauer e Carla Rodeghero
Quarta-feira, 19 horas: Assembléia Legislativa: Palestra com a professora Maria Aparecida Aquino e comentadores
As atividades na assembléia são gratuitas.
Toda a semana, a partir das 19 horas no Clube de Cultura: Ciclo de palestras sobre os 45 anos do golpe. O clube de cultura fica na Ramiro Barcelos, próximo à Osvaldo Aranha. Custo: 50 reais ou 10 reais por dia (estudante paga meia)
Família denuncia assassinato de João Goulart por envenenamento
Publicada em 12/01/2008 às 00h26m
Carter Anderson - O Globo
BRASÍLIA - A família do ex-presidente João Goulart entrou com ação na Procuradoria Geral da República em que pede a investigação sobre o suposto complô que teria levado ao assassinato por envenenamento do ex-líder petebista, deposto em 1964 e morto no exílio, na Argentina, em 1976. No pedido, consta uma entrevista feita pelo filho de Jango, João Vicente Goulart, com o uruguaio Mario Neira Barreiro, de 53 anos. Preso no presídio de segurança máxima de Charqueada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por roubo, formação de quadrilha e posse ilegal de armas, Barreiro narrou a João Vicente, durante quase três horas -em entrevista gravada - seu trabalho como agente de inteligência do governo uruguaio, nos anos 70.
Na entrevista, Barreiro detalhou a Operação Escorpião, que teria levado ao assassinato:
- Não me lembro se colocamos no Isordil, no Adelpan ou no Nifodin. Conseguimos colocar um comprimido nos remédios importados da França. Ele não poderia ser examinado por 48 horas, aquela substância poderia ser detectada - contou Barreiro, que disse ter militado na "Juventude uruguaia de pé", movimento estudantil de direita, aderindo depois ao Grupo Gama, o serviço de inteligência uruguaio.
Jango morreu na madrugada de 6 de dezembro de 1976, oficialmente de ataque cardíaco, aos 57 anos, na Fazenda La Villa, de sua propriedade, na cidade argentina de Mercedes. O corpo do ex-presidente foi enterrado em São Borja, sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, sem passar por autópsia. Há seis anos, uma comissão externa da Câmara dos Deputados investigou a morte de Jango, sem chegar a uma conclusão.
Segundo João Vicente, Jango, que era cardiopata, recebia remédios para o coração da França e freqüentava o Hotel Liberty, em Buenos Aires, onde a família passou a morar, após deixar o Uruguai. Segundo Barreiro, as cápsulas envenenadas foram postas em frascos de remédios enviados da França para serem entregues, no hotel, a Jango. Para envenenar Jango, contou Barreiro, um agente foi infiltrado como funcionário do hotel.
Para João Vicente, documentos revelados posteriormente deram credibilidade ao que Barreiro contou.
- Surgiram depois informações sobre o serviço secreto do Itamaraty, e a colaboração entre esse serviço e os de outros países, que dão veracidade ao que ele disse. Essa colaboração já existia antes da Operação Condor diz João Vicente, sobre a ação das forças repressivas dos países do Cone Sul, que levou à morte de opositores dos regimes militares nos anos 70 e 80.
João Vicente refere-se à divulgação de documentos sobre o Centro de Informações do Exterior, o serviço secreto do Itamaraty criado nos anos 60 e que vigiava os exilados brasileiros. Ano passado, a família Goulart recebeu do governo federal sete mil documentos do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), incluindo fotos da festa de aniversário de Jango em 1975, na Fazenda Maldonado, no Uruguai - prova de que Jango era vigiado. (Veja fotos em que o SNI moniotorava Jango)
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/01/12/familia_denuncia_assassinato_de_joao_goulart_por_envenenamento-327991693.asp
domingo, 29 de março de 2009
Porque a Yeda Não Abre Mão do Sigilo?
Para quem quer mais informações sobre as denúncias envolvendo a governadora Yeda, recomendo a leitura do artigo abaixo, publicado na Zero Hora de 25 de março de 2009:
O fim do sigilo mostrará a corrupção,
por Luciana Genro *
Este espaço publicou artigo de ex-ministro da Justiça do governo Sarney sobre a grave denúncia feita por mim, pelo vereador Pedro Ruas e pelo presidente do PSOL, Roberto Robaina. Chega a dizer o jurista ligado ao PMDB que ilações poderiam ser feitas pelo fato de a denunciante ser filha do ministro da Justiça, e pergunta como se obtém acesso a assuntos sob apuração sigilosa na Polícia Federal. Repetindo a manobra de questionar a legitimidade da denúncia ao invés de ir ao seu conteúdo, demonstra, entretanto, total desconhecimento sobre o assunto.Não sabe que há muito tempo a PF terminou seu trabalho investigativo, que, inclusive, subsidiou a CPI do Detran. Esta CPI remeteu suas conclusões ao Ministério Público Federal e recomendou a este a continuidade das investigações. O MPF acabou fazendo um acordo de delação premiada com o senhor Lair Ferst, que entregou provas e deu depoimento incriminando a governadora Yeda, seu marido e vários secretários (muitos já ex-secretários) na fraude do Detran e no desvio de recursos da campanha eleitoral para comprar a casa da governadora. Esse acordo, que possibilitou a obtenção das provas a que nos referimos, foi feito entre Lair e o Ministério Público Federal, homologado pela juíza Simone Fortes, da Comarca de Santa Maria, e passou longe da Polícia Federal. Quem nos ataca para defender Yeda Crusius deveria ao menos saber disso. Aliás, a PF está tentando obter essas provas junto ao MP para que possa fazer, a pedido do Ministério Público Eleitoral, uma investigação das nossas denúncias no que diz respeito a caixa 2. Como o processo está protegido pelo “segredo de Justiça”, ninguém confirma ou desmente as nossas denúncias, dizem apenas que não tivemos acesso aos autos do processo.O caso é grave, e por isso não nos conformamos com este “segredo” imposto pela Justiça e viemos a público contar o que sabíamos. A morte misteriosa de Marcelo Cavalcante, que estava prestes a dar um depoimento confirmando as informações já prestadas por Lair Ferst foi a gota-d’água. Até agora não foi descartada, pelo delegado da Polícia Civil do DF, a possibilidade de homicídio e muito menos de um suicídio fruto de pressões brutais para que ele não falasse. Nós dissemos, e foi confirmado pela família de Marcelo, que a governadora esteve oferecendo um novo cargo ao seu ex-assessor poucos dias antes de sua morte. Mas a maior prova de que falamos a verdade é que a governadora, supostamente caluniada pelo PSOL, não pediu a quebra do segredo de Justiça. É ela, e todos os que querem proteger os corruptos e seguir com o desmonte do Estado, que torce para manter o sigilo desse processo. Assim, Yeda pode seguir “arrumando a (sua) casa”. O PSOL não aceita esse escândalo. Cumprimos nossa obrigação de dizer onde estão as provas do assalto aos cofres públicos. Cabe à Justiça prender os ladrões.
* Deputada federal (PSOL-RS)
O fim do sigilo mostrará a corrupção,
por Luciana Genro *
Este espaço publicou artigo de ex-ministro da Justiça do governo Sarney sobre a grave denúncia feita por mim, pelo vereador Pedro Ruas e pelo presidente do PSOL, Roberto Robaina. Chega a dizer o jurista ligado ao PMDB que ilações poderiam ser feitas pelo fato de a denunciante ser filha do ministro da Justiça, e pergunta como se obtém acesso a assuntos sob apuração sigilosa na Polícia Federal. Repetindo a manobra de questionar a legitimidade da denúncia ao invés de ir ao seu conteúdo, demonstra, entretanto, total desconhecimento sobre o assunto.Não sabe que há muito tempo a PF terminou seu trabalho investigativo, que, inclusive, subsidiou a CPI do Detran. Esta CPI remeteu suas conclusões ao Ministério Público Federal e recomendou a este a continuidade das investigações. O MPF acabou fazendo um acordo de delação premiada com o senhor Lair Ferst, que entregou provas e deu depoimento incriminando a governadora Yeda, seu marido e vários secretários (muitos já ex-secretários) na fraude do Detran e no desvio de recursos da campanha eleitoral para comprar a casa da governadora. Esse acordo, que possibilitou a obtenção das provas a que nos referimos, foi feito entre Lair e o Ministério Público Federal, homologado pela juíza Simone Fortes, da Comarca de Santa Maria, e passou longe da Polícia Federal. Quem nos ataca para defender Yeda Crusius deveria ao menos saber disso. Aliás, a PF está tentando obter essas provas junto ao MP para que possa fazer, a pedido do Ministério Público Eleitoral, uma investigação das nossas denúncias no que diz respeito a caixa 2. Como o processo está protegido pelo “segredo de Justiça”, ninguém confirma ou desmente as nossas denúncias, dizem apenas que não tivemos acesso aos autos do processo.O caso é grave, e por isso não nos conformamos com este “segredo” imposto pela Justiça e viemos a público contar o que sabíamos. A morte misteriosa de Marcelo Cavalcante, que estava prestes a dar um depoimento confirmando as informações já prestadas por Lair Ferst foi a gota-d’água. Até agora não foi descartada, pelo delegado da Polícia Civil do DF, a possibilidade de homicídio e muito menos de um suicídio fruto de pressões brutais para que ele não falasse. Nós dissemos, e foi confirmado pela família de Marcelo, que a governadora esteve oferecendo um novo cargo ao seu ex-assessor poucos dias antes de sua morte. Mas a maior prova de que falamos a verdade é que a governadora, supostamente caluniada pelo PSOL, não pediu a quebra do segredo de Justiça. É ela, e todos os que querem proteger os corruptos e seguir com o desmonte do Estado, que torce para manter o sigilo desse processo. Assim, Yeda pode seguir “arrumando a (sua) casa”. O PSOL não aceita esse escândalo. Cumprimos nossa obrigação de dizer onde estão as provas do assalto aos cofres públicos. Cabe à Justiça prender os ladrões.
* Deputada federal (PSOL-RS)
segunda-feira, 16 de março de 2009
Dia 26, dia de luta contra o (des)governo Yeda!
Dia 26/03/2009 se realizará um grande ato de apoio ao FORA YEDA!
É importante a participação de todos. O Governo Yeda é um fracasso em todas as áreas, porém isto não é motivo para um impeachment para os defensores da democracia. Agora, as denúncias de corrupção estão cada vez mais próximas da governadora. Para os processos talvez dependam de provas mais robustas, mas para o povo está claro! Yeda é corrupta e precisa sair já do cargo máximo dos Gaúchos!
Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda
Adão Paiani, filiado ao PSDB, diz que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral
GRACILIANO ROCHADA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o advogado Adão Paiani entregou à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) um dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas, segundo ele, por um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo gaúcho e abriu mais uma crise em que assessores diretos da governadora Yeda Crusius (PSDB) aparecem sob suspeita.Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral.O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados entre Lied e seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos. Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou."Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados.Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa onde ficam armazenadas escutas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial. Paiani afirmou ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor de Yeda.Paiani disse que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança, Edson Gularte: ele foi exonerado na última terça. "São arapongas agindo dentro da máquina. [A demissão] talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso", disse.Oficialmente, a demissão foi atribuída à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública. "Se os senhores perguntarem em off para qualquer servidor da Brigada Militar ou da Polícia Civil se esse tipo de coisa [escuta ilegal] acontece, eles vão dizer que sim. A questão é que as pessoas têm medo ou não têm prova. Eu não estou em nenhuma das duas circunstâncias", afirmou.Paiani disse que sempre teve "relação de lealdade" com o governo: "Pretendia encaminhar [o dossiê] ao governo enquanto ouvidor, mas hoje não tenho mais esse compromisso", disse.(Folha de São Paulo)
É importante a participação de todos. O Governo Yeda é um fracasso em todas as áreas, porém isto não é motivo para um impeachment para os defensores da democracia. Agora, as denúncias de corrupção estão cada vez mais próximas da governadora. Para os processos talvez dependam de provas mais robustas, mas para o povo está claro! Yeda é corrupta e precisa sair já do cargo máximo dos Gaúchos!
Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda
Adão Paiani, filiado ao PSDB, diz que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral
GRACILIANO ROCHADA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o advogado Adão Paiani entregou à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) um dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas, segundo ele, por um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo gaúcho e abriu mais uma crise em que assessores diretos da governadora Yeda Crusius (PSDB) aparecem sob suspeita.Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral.O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados entre Lied e seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos. Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou."Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados.Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa onde ficam armazenadas escutas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial. Paiani afirmou ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor de Yeda.Paiani disse que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança, Edson Gularte: ele foi exonerado na última terça. "São arapongas agindo dentro da máquina. [A demissão] talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso", disse.Oficialmente, a demissão foi atribuída à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública. "Se os senhores perguntarem em off para qualquer servidor da Brigada Militar ou da Polícia Civil se esse tipo de coisa [escuta ilegal] acontece, eles vão dizer que sim. A questão é que as pessoas têm medo ou não têm prova. Eu não estou em nenhuma das duas circunstâncias", afirmou.Paiani disse que sempre teve "relação de lealdade" com o governo: "Pretendia encaminhar [o dossiê] ao governo enquanto ouvidor, mas hoje não tenho mais esse compromisso", disse.(Folha de São Paulo)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Yeda, a cara da corrupção!

A população está começando a se organizar. Vários Sindicatos do Estado, como o CPERS, o Sindiágua, o Sindicaixa, o Sindicato dos Bancários, entre muitos outros, estão em franca campanha contra o governo Yeda. E não é por menos, arrocho salarial vem acompanhado de aumento do próprio salário, cortes nos gastos vem encobrindo graves denúncias de corrupção. Por mais que a RBS tente deixar cair no esquecimento as gravações de Feijó e a corrupção dentro do Banrisul admitida por Busatto, não podemos nos esquecer da podridão encrustrada no governo Yeda. O PSOL lançou no fim de janeiro cartazes pedindo o "Fora Yeda", agora são os Sindicatos que idealizaram os Outdoors com a imagem da Yeda desfocada, anunciando ser "a face da corrupção", depois desvelada, como na imagem acima. É justamente isto que precisamos. A pouca margem de democracia que nos permite certas manifestações, sem correr risco de agressão policial, deve ser utilizada. Temos que mostrar que eles não podem nos roubar escancaradamente sem que isso cause graves consequências. Vamos dizer um basta. Fora Yeda e tudo que ela representa!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
A Injustiça das Injustiças!
Imagine algo que você tem pavor. Pense numa injustiça muito grande, em algo que faz você tremer de raiva. Podemos pensar em várias, afinal vivemos num mundo onde a palavra "injustiça" faz parte do nosso cotidiano. Porém, tem uma em particular que me deixa enfurecido. A injustiça institucional. A injustiça cometida pelo Estado. A injustiça estrutural. A injustiça que existe para preservar todas as outras injustiças.
Entre tantos exemplos de injustiças institucionais recorrentes no Brasil, gostaria de chamar a atenção para uma que está em voga no governo fascista de Yeda Crusius: a violência policial contra manifestantes. Em outras palavras, a violência política. É o regogizo de todos fascistas a possibilidade de "descer a lenha" nos militantes de esquerda. É o "resquício de ditadura" (como bem articulado por Marcelo Yuka do Rappa) que deve ser extirpado da nossa sociedade.
No papel o inciso XVI do artigo 5o da Constituição assegura o direito de "reunir-se pacificamente (...) independentemente de autorização". No entanto, a nossa constituição ainda não conseguiu ultrapassar os limites do papel, limites estes sedimentados em mentes retrógradas e autoritárias. Tal limitação advém de pessoas que consideram mais importante o direito de não se atrasar para o trabalho, do que o direito de protestar. Não percebem que tudo, inclusive o seu trabalho, depende do direito de manifestar contrariedade. Por pura ignorância, não conseguem perceber que amanhã ou depois poderão estar ao lado dos injustiçados, querendo ser ouvido. Mas, poderá ser tarde... Num país de surdos, em breve, todos serão mudos, pois do que adianta voz se não há quem nos ouça. Relembrando Yuka: "paz sem voz não é paz, é medo!".
Tristemente, no último protesto contra o aumento das passagens em Porto Alegre, para defender o empresariado, a Brigada concedeu mais um espetáculo de intolerância. Mais uma demonstração das prioridades do governo Yeda e Fogaça. Somente os "resquícios da ditadura" explicam como alguém pode achar estas cenas naturais:
http://br.youtube.com/watch?v=Mwkh7kod-eo
Particularmente, sigo me indignando. Sigo ficando enfurecido. E sigo achando que devemos protestar. Protestar sempre. Até o momento em que as injustiças, ainda que não totalmente extirpadas da sociedade, sejam ao menos extirpadas das nossas instituições, como a Brigada Militar, o Judiciário, o Legislativo, o Executivo...
Entre tantos exemplos de injustiças institucionais recorrentes no Brasil, gostaria de chamar a atenção para uma que está em voga no governo fascista de Yeda Crusius: a violência policial contra manifestantes. Em outras palavras, a violência política. É o regogizo de todos fascistas a possibilidade de "descer a lenha" nos militantes de esquerda. É o "resquício de ditadura" (como bem articulado por Marcelo Yuka do Rappa) que deve ser extirpado da nossa sociedade.
No papel o inciso XVI do artigo 5o da Constituição assegura o direito de "reunir-se pacificamente (...) independentemente de autorização". No entanto, a nossa constituição ainda não conseguiu ultrapassar os limites do papel, limites estes sedimentados em mentes retrógradas e autoritárias. Tal limitação advém de pessoas que consideram mais importante o direito de não se atrasar para o trabalho, do que o direito de protestar. Não percebem que tudo, inclusive o seu trabalho, depende do direito de manifestar contrariedade. Por pura ignorância, não conseguem perceber que amanhã ou depois poderão estar ao lado dos injustiçados, querendo ser ouvido. Mas, poderá ser tarde... Num país de surdos, em breve, todos serão mudos, pois do que adianta voz se não há quem nos ouça. Relembrando Yuka: "paz sem voz não é paz, é medo!".
Tristemente, no último protesto contra o aumento das passagens em Porto Alegre, para defender o empresariado, a Brigada concedeu mais um espetáculo de intolerância. Mais uma demonstração das prioridades do governo Yeda e Fogaça. Somente os "resquícios da ditadura" explicam como alguém pode achar estas cenas naturais:
http://br.youtube.com/watch?v=Mwkh7kod-eo
Particularmente, sigo me indignando. Sigo ficando enfurecido. E sigo achando que devemos protestar. Protestar sempre. Até o momento em que as injustiças, ainda que não totalmente extirpadas da sociedade, sejam ao menos extirpadas das nossas instituições, como a Brigada Militar, o Judiciário, o Legislativo, o Executivo...
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